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Como funciona a AOC?
A AOC determina um conjunto de regras que os produtores devem seguir para que seus vinhos possam ostentar essa certificação. Algumas regras incluem:
– Área geográfica delimitada – O vinho deve ser produzido em uma região específica reconhecida pela AOC.
– Tipos de uvas permitidas – Apenas certas variedades podem ser utilizadas, respeitando a tradição e as condições climáticas da região.
– Métodos de cultivo e produção – Existem normas sobre densidade de plantação, rendimento por hectare e técnicas de vinificação.
– Controle de qualidade – Antes de receber a certificação, o vinho passa por análises químicas e sensoriais para garantir que atende aos padrões exigidos.
AOCs em Bordeaux
Bordeaux possui mais de 60 AOCs, que refletem a diversidade dos terroirs da região. Algumas das mais conhecidas incluem:
– AOC Bordeaux e Bordeaux Supérieur – Denominações abrangentes que representam vinhos acessíveis e versáteis.
– AOC Médoc e Haut-Médoc – Regiões famosas por tintos elegantes e estruturados, com rótulos lendários como Margaux e Pauillac.
– AOC Saint-Émilion e Pomerol – Áreas da margem direita do rio Dordogne conhecidas por seus vinhos tintos ricos e aveludados, baseados na uva Merlot.
– AOC Sauternes e Barsac – Produzem alguns dos melhores vinhos “doces” do mundo, feitos a partir de uvas afetadas pela “podridão nobre”.
Por que a AOC é importante?
A certificação AOC não apenas protege a tradição vinícola de Bordeaux, mas também ajuda os consumidores a entenderem melhor a procedência e a qualidade do vinho que estão comprando. Quando você escolhe um vinho com uma AOC específica, pode ter certeza de que ele segue um padrão rigoroso de produção e representa o terroir daquela região.
Seja um vinho de prestígio ou um rótulo mais acessível, a AOC garante que cada garrafa de Bordeaux tenha identidade, história e um compromisso com a excelência.
Origem e Denominação de Origem Controlada (DOC)
A principal diferença entre Champagne e espumante está na sua origem. O Champagne é um tipo específico de espumante produzido exclusivamente na região de Champagne, no norte da França. A denominação de origem controlada (AOC – Appellation d’Origine Contrôlée) garante que apenas vinhos espumantes feitos nessa área, seguindo regras rigorosas, possam ostentar o nome “Champagne” no rótulo.
Já o termo “espumante” é genérico e se refere a qualquer vinho que contenha gás carbônico natural oriundo da fermentação. Pode ser produzido em diversas partes do mundo, incluindo outras regiões da França (como a Borgonha e o Loire), além de países como Itália, Espanha, Portugal e Brasil.
Método de Produção
Outro fator essencial é o método de produção. O Champagne é feito pelo método tradicional, também conhecido como “méthode champenoise”. Esse processo envolve uma segunda fermentação na própria garrafa, criando bolhas finas e persistentes. Além disso, o vinho passa por um longo período de maturação, o que contribui para sua complexidade e elegância.
Já os espumantes podem ser elaborados por diferentes métodos. O mais comum é o método Charmat, onde a segunda fermentação ocorre em tanques de aço inoxidável, resultando em um vinho com bolhas maiores e um perfil mais fresco e frutado. Esse método é frequentemente usado em espumantes como o Prosecco italiano.
Uvas Utilizadas
O Champagne segue regras rigorosas quanto às uvas permitidas: as principais variedades são Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier. Essas uvas conferem ao vinho características únicas de frescor, mineralidade e notas tostadas adquiridas com o envelhecimento.
Nos espumantes, as uvas variam de acordo com a região de produção. Por exemplo, o Cava espanhol é feito predominantemente com Macabeo, Xarel-lo e Parellada, enquanto os espumantes brasileiros utilizam variedades como Chardonnay e Moscato.
Preço e Prestígio
Devido à sua produção mais trabalhosa e à exclusividade da região, o Champagne tende a ser mais caro que a maioria dos espumantes. Além disso, a marca “Champagne” carrega consigo um prestígio e uma tradição centenária, tornando-o uma escolha clássica para celebrações especiais.
No entanto, há espumantes de altíssima qualidade em diversas partes do mundo, muitos deles oferecendo excelente custo-benefício. Os Crémants franceses, por exemplo, são ótimas alternativas ao Champagne, produzidos pelo mesmo método tradicional, mas em outras regiões da França.
Podemos dizer então…..
Todo Champagne é um espumante, mas nem todo espumante é um Champagne. A diferença está na origem, no método de produção e nas uvas utilizadas. Se você busca sofisticação e tradição, o Champagne é uma escolha certeira. Mas se deseja explorar diferentes sabores e encontrar boas opções para o dia a dia, os espumantes de diversas partes do mundo podem surpreender e agradar ao paladar.
Independentemente da escolha, um bom espumante sempre torna qualquer momento mais especial! Santé!
1. Nome do Produtor ou Château
Em muitos rótulos, o nome em destaque é o do château (vinícola), domaine ou maison responsável pela produção. Exemplo:
– Château Margaux
– Domaine de la Romanée-Conti
Em outros casos, pode ser o nome de uma cooperativa ou de um négociant (comerciante de vinhos).
2. AOC (Appellation d’Origine Contrôlée)
A França classifica seus vinhos pelo terroir (região de origem), e não apenas pela variedade de uva. A Appellation d’Origine Contrôlée (AOC) indica a área específica onde o vinho foi produzido e que ele segue regras rigorosas de cultivo e vinificação.
Exemplos de AOCs nos rótulos:
– Appellation Bordeaux Contrôlée (vinhos regionais de Bordeaux)
– Appellation Saint-Émilion Grand Cru Contrôlée (vinhos de qualidade superior de Saint-Émilion)
– Appellation Chablis Contrôlée (Chardonnay da região de Chablis)
Se um rótulo não menciona uma AOC, o vinho pode estar classificado como IGP (Indication Géographique Protégée), com regras um pouco mais flexíveis, ou Vin de France, que não tem indicação geográfica específica.
3. Safra (Millésime)
A safra indica o ano em que as uvas foram colhidas. Em regiões onde o clima varia bastante de ano para ano, como Bordeaux e Borgonha, a safra pode impactar significativamente o sabor e a qualidade do vinho.
– Exemplo: Millésime 2018 (uvas colhidas em 2018)
Se o vinho não tiver um ano indicado, pode ser um blend de diferentes safras, algo comum em espumantes como Champagne.
4. Grau Alcoólico (%)
O teor alcoólico, expresso em % vol, geralmente varia de acordo com o estilo do vinho:
– Vinhos brancos e espumantes – 11% a 13%
– Tintos leves – 13%
– Tintos encorpados – acima de 14%
– Vinhos doces (Sauternes, Monbazillac) – 12,5% a 14,5%
Para quem ainda não tem muita experiência, o teor alcoólico pode ser um bom ponto de partida na escolha de um vinho mais leve ou mais encorpado. Mas vale lembrar que ele não é o único fator que determina se o vinho é mais ou menos encorpado. Nesse caso, o ideal é sempre provar e explorar diferentes estilos para entender melhor as sensações que cada vinho pode oferecer!
5. Volume da Garrafa
A maioria dos vinhos vem em garrafas de 750ml, mas há variações, como Magnum (1,5L) ou Demi-bouteille (375ml).
6. “Mis en Bouteille” (Engarrafamento)
“Mis en bouteille au château / au domaine” → O vinho foi produzido e engarrafado na própria vinícola, o que geralmente indica maior controle de qualidade.
“Mis en bouteille par…” → Engarrafado por um négociant ou cooperativa, o que é comum em vinhos mais acessíveis.
7. Informações Adicionais
“Grand Vin de Bordeaux” / “Grand Vin de Bourgogne” → Indica que o vinho representa um dos melhores exemplares da vinícola, mas não é um termo regulamentado.
Classificações específicas – Em Bordeaux, vinhos de certas regiões podem trazer termos como:
– Grand Cru Classé (vinhos classificados no ranking oficial de Bordeaux)
– Premier Grand Cru Classé (categoria superior dentro do sistema de classificação)
Dica Final: Identifique seu Estilo de Vinho!
Se você gosta de um vinho mais frutado e leve, procure denominações como Beaujolais ou Côtes du Rhône. Se prefere um tinto encorpado e estruturado, rótulos com “Pauillac”, “Saint-Émilion” ou “Châteauneuf-du-Pape” podem ser boas escolhas.
Agora que você sabe como decifrar um rótulo de vinho francês, escolha sua garrafa com confiança e aproveite a experiência!
]]>Talvez Bordeaux seja, juntamente com a Borgonha, a região vinícola mais famosa do mundo, e carrega uma história de tradição que já dura séculos, sem nenhum sinal de enfraquecimento. Seus vinhedos crescem em condições ideais de clima e solo, favorecendo um perfeito desenvolvimento e maturação dos frutos, dando origem à melhor matéria prima para os vinhos ali produzidos.
Os vinhos de Bordeaux estão entre os vinhos mais cobiçados, com seus famosos exemplares encontrando-se em uma posição de destaque mundial, além de gozarem de elevado prestígio, e serem sinônimos de requinte e sofisticação.
O prestígio dos vinhos de Bordeaux vem desde antes do século XVII, quando o número de produtores da região começou a aumentar demasiadamente. Dentro deste contexto, a hierarquização dos vinhos é algo natural quando se tem um número grande de produtores em uma mesma área, ainda mais quando não há mecanismos de controle de qualidade.
E foi exatamente isso que aconteceu com Bordeaux: muitos produtores se aproveitaram do prestígio da região e começaram a vender vinhos elaborados sem muitos cuidados, o que levou muitos proprietários dos Châteaux tradicionais à preocupação. Fruto disso, e motivado também pelo fato de os ingleses (principal mercado dos vinhos franceses da época) darem preferência aos locais em que os vinhos de melhor qualidade eram produzidos, o Imperador Napoleão III ordenou que todas as regiões vinícolas da França estabelecessem uma classificação de seus vinhos para apresentar na Exposição Universal de Paris – evento realizado em 1855, em prol de exibir o melhor do país para o mundo.
Os vinhedos de Bordeaux se localizam nas diversas comunas e vilarejos de suas sub-regiões, e estas, por sua vez, são divididas de acordo com suas localizações geográficas, onde a referência é o estuário do Rio Gironde, dividindo a região em Margem Direita, Margem Esquerda, e Entre Deux-Mers.
O sistema de ranqueamento dos vinhos de Bordeaux foi feito pelos negociantes e foi baseado em resultados comerciais dos vinhos de cada propriedade durante longos períodos de tempo e não na qualidade do vinho apresentado na Exposição Universal. O que contava era a tradição e a reputação construída em torno dos valores obtidos pelos produtos durante anos.
Os vinhos de Bordeaux foram então classificados de acordo com a reputação dos Châteaux e o preço das garrafas, que na época estavam diretamente ligados ao fator da qualidade.
A principal classificação dos vinhos de Bordeaux, e talvez a mais conhecida, é a Classificação de 1855.
Contando apenas com produtores localizados na Margem Esquerda, dos 61 produtores classificados, 60 são da sub-região do Médoc e 1 da sub-região de Graves, divididos em 5 categorias, dentro da seguinte hierarquia:
Classificação de 1855 – Hierarquia dos Crus Classés do Médoc:
– 5 Premiers Grand Cru Classés (4 do Médoc e 1 de Graves): Château Lafite-Rothschild (em Pauillac); Château Latour (Pauillac); Château Mouton-Rothschild (Pauillac); Château Haut-Brion (Graves) e Château Margaux (Margaux)
– 14 Deuxièmes Cru
– 14 Troisièmes Cru
– 10 Quatrièmes Cru
– 18 Cinquièmes Cru
Esta classificação é somente para os vinhos tintos, porém, no mesmo ano (1855), na sub-região de Sauternes & Barsac, foi criada uma classificação para os vinhos brancos doces:
São 26 produtores divididos entre
– Premier Cru Supérieur (apenas o Château Château d’Yquem está nesta posição)
– Premiers Crus (11 Châteaux)
– Deuxièmes Crus (15 Châteaux)
Conheça os vinhos aqui: https://gcc-1855.fr/a-classificacao-dos-grands-crus-1855/
Classificação de Graves:
Criada em 1953, ela contempla somente os produtores da Sub-região de Graves, não passa por revisão, e não possui uma hierarquia.
São 16 produtores que ostentam o título de Cru Classé de Graves e é válida para vinhos brancos e tintos.
Uma curiosidade: em Graves encontra-se o único Château “Premier Cru Classé” que faz parte da Classificação de 1855 que se situa fora do Médoc, o icônico Château Haut-Brion.
Classificação de Saint-Émilion:
Criada em 1954, ela passa por revisões a cada 10 anos e a última foi realizada em 2022. São 85 propriedades, divididas em duas categorias:
– Premier Grand Cru Classé
– Grand Cru Classé
Os Premiers Grand Cru Classés ainda são divididos em Premiers Grands Crus Classés “A” e Premiers Grands Crus Classés “B”. Um detalhe importante: os Premiers Grands Crus Classés “B” não trazem a letra “B” no rótulo, diferente dos classificados como “A”, constando somente a inscrição “Premiers Grands Crus Classé”.
Pela classificação de Saint-Émilion de 2022:
– 2 Premiers Grands Crus Classés A (Château Pavie e Château Figeac)
– 12 Premiers Grands Crus Classés B
– 71 Grands Crus Classés
Confira a lista completa em https://vins-saint-emilion.com/en/welcome-in-the-vineyard/the-2022-classification/
Crus Borgeois:
Criada em 1932, pelo sindicato de produtores do Médoc, o ranqueamento foi feito tendo como base os critérios de produção, valor e qualidade dos vinhos tintos produzidos nas suas 8 sub-regiões (Médoc, Haut-Médoc, Listrac-Médoc, Moulis-en-Médoc, Margaux, Saint Julien, Pauillac e Saint Estèphe). Os vinhos dentro dessa hierarquia podem ser classificados como:
– Cru Bourgeois Exceptionnels
– Cru Bourgeois Supérieur
– Cru Bourgeois
A classificação é revisada a cada 5 anos, mediante degustação às cegas, e você pode conferir a classificação de 2025 (170 propriedades) diretamente no site: https://www.crus-bourgeois.com
Crus Artisans:
Criada em 2006, contempla vinícolas familiares que são menores em produção e cuidam de tudo: desde o plantio, vinificação e venda de seus próprios vinhos.
Relação completa no site https://crus-artisans.com
]]>A formação das pernas está relacionada à composição e à concentração do vinho. Vinhos com maior teor de álcool e/ou maior quantidade de açúcar tendem a ter pernas mais visíveis, pois são mais viscosos. Quando o vinho é girado na taça, as moléculas de álcool e açúcar aderem às paredes da taça e escorrem mais lentamente do que o restante do líquido, criando as pernas.
As pernas não têm um impacto direto na qualidade do vinho, mas podem fornecer algumas pistas sobre o teor alcoólico e a textura do vinho. Vinhos mais viscosos, com pernas mais pronunciadas, geralmente têm uma sensação mais encorpada na boca e podem ser mais ricos em sabor devido à maior concentração de açúcar ou álcool. No entanto, a análise sensorial do vinho envolve muito mais do que apenas observar as pernas; inclui também o cheiro e o paladar para uma avaliação completa da qualidade e das características da bebida.
]]>Pois bem, hoje trazemos um pouco de informação que pode ajudar a esclarecer essas questões.
Num primeiro momento somos levados a crer que a colheita manual é privilégio de grandes vinhos, porém isso não é totalmente verdadeiro. Apesar de alguns grand-crus serem obrigados a seguir a regra de colheita à mão, existem outros fatores que levam o viticultor a optar por uma ou outra.
O tipo de uva, o valor do vinhedo, o nível de triagem, o tipo de vinho a ser produzido são alguns dos fatores que determinam como a uva será colhida. Existem uvas mais frágeis como a Pinot Noir na Borgonha ao passo que a Cabernet Sauvignom resiste melhor à colheita mecânica, pois tem uma pele mais espessa e se desprende mais facilmente da videira.
Mesmo com maquinário cada vez mais moderno, as videiras sofrem um pouco mais com o processo mecânico, fazendo com que alguns grandes Châteaux optem pela colheita manual. Além disso, ela permite uma triagem direto no pé, retirando somente as uvas que estejam prontas, como é o caso de algumas uvas de colheita tardia ou vinhos tipo Sauternes que demandam mais de uma passada permitindo uma escolha minuciosa das uvas “prontas”.
Assim, cada qual tem sua vantagem ou desvantagem e deverão sempre coexistir. E então, na próxima vez, quando se deparar com um vinho que se vende como “colhido à mão”, você já vai poder se questionar o quanto isso pode ter impacto em sua qualidade.
]]>1 – Aromas secundários e terciários: O bouquet é composto principalmente por aromas secundários e terciários, que se desenvolvem à medida que o vinho envelhece e interage com o oxigênio na garrafa. Esses aromas são mais complexos do que os aromas primários, que são aqueles relacionados às características da uva em si, como frutas, flores e ervas.
2 – Variedade de aromas: O bouquet pode incluir uma ampla variedade de aromas, como notas de frutas maduras, especiarias, flores, madeira, tabaco, couro, minerais e muito mais. Esses aromas podem ser sutis e delicados ou mais pronunciados, dependendo do tipo de vinho e de quanto tempo ele foi envelhecido.
3 – Influência da adega e do processo de vinificação: O processo de vinificação, incluindo o uso de barris de carvalho, pode contribuir para os aromas do bouquet. Além disso, as condições de armazenamento na adega desempenham um papel importante no desenvolvimento do bouquet.
4 – Rolha e oxidação: A qualidade da rolha também pode afetar o bouquet, pois uma rolha defeituosa pode permitir a entrada de ar na garrafa, levando à oxidação do vinho e à perda de seus aromas.
5 – Avaliação sensorial: Para apreciar o bouquet de um vinho, os degustadores costumam cheirar o vinho antes de prová-lo. Isso envolve girar a taça suavemente para liberar os aromas e, em seguida, cheirar profundamente para detectar os diferentes componentes do bouquet.
É importante notar que o bouquet pode evoluir à medida que o vinho é exposto ao ar e à medida que a garrafa é esvaziada. Às vezes, um vinho pode abrir e revelar novos aromas à medida que é aerado ou à medida que envelhece na taça.
Em resumo, o bouquet de um vinho é uma parte essencial da experiência de degustação, e apreciá-lo pode adicionar profundidade e complexidade à sua compreensão e desfrute da bebida.
]]>Em primeiro lugar é bom lembrar que esse calendário pode variar um pouco de região pra região, por conta do clima, do tipo de vinho a ser produzido entre outros fatores.
Janeiro:
Poda do Vinhedo
O tempo da poda pode começar em dezembro e geralmente se estende até março. Alguns produtores dizem que é época de fazer as videiras chorarem, pois seivas jorram dessas incisões. O Enólogo escolhe cuidadosamente os galhos que deverão ser retirados, diminuindo a quantidade de ramos, reforçando a videira que dará ramos e bagos de uvas maiores, impactando na qualidade dos frutos.
FEVEREIRO:
A poda continua e, nas novas plantações, as estacas começam a ser retiradas
MARÇO:
Finalização da poda, coincide com o início da Primavera e as videiras começam a “despertar”. Hora de arar a terra, seja com trator ou cavalos.
ABRIL:
Época de plantio e momento de “organizar” as videiras. Os galhos são apoiados nos arames (esses mantidos por estacas), direcionando o crescimento dos galhos (lembrando que a videira é uma planta trepadeira).
* Existem lugares, por exemplo no sul da França, onde os galhos são deixados livres.
MAIO:
Uma época arriscada em algumas regiões por conta da ocorrência de geadas que podem comprometer toda a plantação. Época de pulverização para controle de pestes (sem pesticidas nos orgânicos) e começam as retiradas do excesso de folhas em frente aos cachos permitindo maior insolação e aeração.
JUNHO:
É o período de floração, os bagos das uvas são desenhados. Estas flores aparecem no início de junho, quando a temperatura gira em torno de 20 ° C. Cachos florescem exalando uma leve fragrância. É desta floração da qual depende o número de bagos (ou grãos). Também são podados os excessos de ramos.
JULHO:
Último momento para tratar a videira contra possíveis doenças e cortar os galhos muito longos. Apenas o clima agora influencia a colheita futura, que acontece geralmente 100 dias após a floração.
AGOSTO:
Época da “colheita verde”, que consiste em remover certos cachos para favorecer o desenvolvimento e melhorar a qualidade dos restantes. Este é também o momento em que o enólogo pode tirar alguns dias de folga antes do grande trabalho da temporada.
SETEMBRO:
O período mais esperado do ano, a colheita, que começa, em geral, no início do mês, momento onde as uvas atingem o grau ótimo de maturidade. Às vezes mecanizada, a colheita continua manual para os Grands Crus e para os vinhos doces (onde é necessária várias passagens para colher apenas os cachos que apresentam a “podridão” nobre). A partir desse ponto, vamos acompanhar o trabalho já dentro da vinícola.
OUTUBRO:
As colheitas de uva às vezes se estendem, especialmente para vinhos doces, mas é na adega que o produtor de vinho está mais ocupado agora. O vinho está em plena fermentação e chegou a hora da escolha. O produtor monitora seu vinho em cubas ou barris diariamente para controlar açúcares, fermentações alcoólicas e, às vezes, malolácticas. Um trabalho pesado e decisivo.
NOVEMBRO:
A vinificação continua até sua finalização, as fermentações estão acabadas. Agora é a preparação para inverno. Para ser devidamente protegido da geada, os pés são “buttés” (cobertos com terra) na vinha e os barris aquecidos, nas região mais frias.
DEZEMBRO:
O mês mais calmo, a poda pode ser retomada a partir do meio do mês em algumas regiões.
Enquanto isso, os vinhos nos barris ou nas cubas, aguardam seu momento de ir para as garrafas e estarem prontos para o nosso prazer.
Como pudemos ver, até podermos apreciar nosso vinho o viticultor e toda sua equipe tem muito trabalho, sem pausas. Merecida a valorização desses profissionais.
]]>Nenhuma medida de controle disponível no momento.
De fato, a Xylella fastidiosa é classificada como organismo de quarentena prioritário, e as autoridades estão fazendo tudo ao seu alcance para evitar sua introdução no território europeu. Não há medidas de controle eficazes disponíveis contra a bactéria. Até o momento, o controle obrigatório ocorre apenas por meio de vigilância intensificada, destruição imediata das plantas contaminadas e controle dos insetos vetores.
A doença de Pierce resulta no rápido e repentino ressecamento de parte das folhas, que posteriormente necrosam enquanto os tecidos adjacentes se tornam vermelhos ou amarelos. A folha então seca completamente e cai. Apenas o pecíolo permanece no lugar, preso ao sarmento. Para mais detalhes sobre os sintomas, consulte o site ephytia do Inrae.
** Fonte: Vitisphere.
]]>Pela não intervenção dos agentes químicos, tende a expressar em seu sabor, mais do seu terroir, evidenciando por exemplo a mineralidade, quando provenientes de solos argilo calcáreos.
O lado negativo é que alguns vinhos Bio podem decepcionar por um “retrogosto” mais curto, às vezes disfarçados com uma levedura aromatizante ou um excesso de madeira (mais tempo em barril). É bom lembrar que bons produtores não recorrem a esses artifícios.
Para se obter um bom exemplar é fundamental um bom terroir, com bom solo, insolação e ventos que permitam a planta a ter um crescimento suave, propiciando uma menor intervenção do produtor no solo, fato que não deve ser confundido com menos trabalho para o produtor, já que a não utilização de herbicidas, pesticidas ou adubos químicos faz com que precisem utilizar de outros mecanismos para combater as pragas naturais indo da simples plantação de grama e flores, que atraem outros insetos que ajudam a atacar os pequenos inimigos, até a utilização de galinhas que vivem entre a plantação e, é claro, o acompanhamento constante e muito próximo da sua plantação.
Sulfitos?
Conservante natural, o enxofre é utilizado por uma parcela significativa dos produtores Bio, em doses muito inferiores às observadas na produção tradicional, mas existem já vários produtos sem “adição” de sulfito, lembrando que esse naturalmente já está presente no vinho.
Um paradoxo da produção bio é que, para melhorar a respiração do solo, o arado é mais frequente e com a utilização de tratores, aumenta-se a quantidade de poluentes emitidos. Alguns produtores vêm contornando esse problema com a utilização de cavalos, voltando um pouco às suas origens.
E então, vamos experimentar? Antes, vale uma dica: ao servir, os vinhos orgânicos devem ser mais bem aerados, pois alguns podem exalar odores não tão agradáveis logo em sua abertura.
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